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Nós, intérpretes, sabemos que a voz é a nossa principal ferramenta de trabalho - além do raciocínio rápido, é claro. Por isso, um simples resfriado pode atrapalhar (e muito!).
Veja algumas dicas para se prevenir de gripes e resfriados neste inverno:
1. Mantenha a hidratação em dia - A água lubrifica a mucosa e ajuda a limpar a voz. Prefira água em temperatura ambiente!
2. Cuide da alimentação - Frutas cítricas, vegetais, gengibre, alho e cúrcuma ajudam a fortalecer a imunidade naturalmente.
3. Lave as mãos com frequência - Simples e eficaz. Evite também tocar o rosto, especialmente olhos, nariz e boca.
4. Durma bem - Sono de qualidade fortalece o sistema imunológico e melhora concentração e memória.
5. Proteja-se quando estiver em ambientes fechados e com aglomeração - Evite locais mal ventilados e use máscara quando necessário.
6. Umidifique o ambiente - O ar seco pode irritar as vias respiratórias e prejudicar a voz. Umidificadores ou até uma bacia com água já ajudam.
7. Evite esforço vocal desnecessário - Fale com moderação fora das sessões de trabalho. Gritar ou sussurrar força as cordas vocais.
8. Mantenha a vacinação em dia - Proteja-se contra Covid-19, Influenza e Pneumonia. Essas vacinas são essenciais para a manutenção da saúde respiratória.
9. Pratique atividades físicas regularmente - A prática de exercícios físicos também contribui para fortalecer o sistema imunológico.
10. Evite choques térmicos - Sair de um ambiente quente para um frio intenso, sem agasalho adequado, pode ser prejudicial.
11. Chás quentes (mas não muito quentes!) aliviam a garganta e ajudam a soltar secreções respiratórias.
12. Pastilhas com ingredientes como mel, própolis, gengibre e menta podem aliviar a irritação na garganta e estimular a produção de saliva, ajudando na lubrificação da mucosa.
Cuidar da saúde é parte da sua preparação profissional. Intérpretes também precisam de rotina preventiva!
#VidaDeIntérprete #Intérprete #Intérpre
1 day ago

“O Avesso da Tapeçaria: Notas sobre a Arte da Tradução", de Alberto Manguel, é uma obra que explora a tradução como uma forma profunda de leitura e um ato político. Publicado em 2023, o livro aborda a complexidade de recriar textos, definindo a tradução como um "espelho fragmentado" entre o original e a nova língua.
Saiba mais:
A reencarnação de um texto em palavras que não são as originais é talvez uma das maiores provas do poder criativo do leitor. A tradução é a mais profunda e elevada forma de leitura. Penetrar num texto, desmontá-lo, reconstruí-lo com palavras e frases que obedecem às normas de outros ouvidos e de outros olhos é dar uma nova vida a esse texto, agora mais consciente das suas costuras e da sua dívida ao acaso e ao prazer. É por isso que escolho aqui falar da tradução em fragmentos que o próprio original desconsidera, ou rejeita, ou dos quais se envergonha — tudo aquilo que fica exposto (como Dom Quixote diz) no caótico avesso de uma tapeçaria.
#APIC #DicaDeLeitura
3 days ago

O momento em que o cérebro resolve colaborar… 10 minutos depois do fim da cabine. Quem nunca?
Faz parte da #VidaDeIntérprete: a busca incessante pela palavra perfeita (mesmo depois do evento).
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E você, já passou por isso? Conte pra gente nos comentários! 👇😂
#IntérpreteDeConferência #TraduçãoSimultânea
1 week ago

Se você pudesse voltar no tempo e ter uma conversa franca consigo mesmo antes da primeira cabine, a lista de conselhos provavelmente seria longa. Aqui estão algumas verdades trazidas pela experiência:
1. Você não é um dicionário ambulante. Intérpretes não sabem tudo, eles pesquisam tudo. Nossa maior habilidade não é ter todas as palavras guardadas, mas saber onde encontrá-las e como estudá-las.
2. Administrar a carreira é tão importante quanto estar na cabine interpretando. Ser um excelente intérprete é apenas metade do caminho. A outra metade é tocar o negócio. Marketing, networking, finanças e postura comercial são competências essenciais.
3. Cobrar pouco não fideliza clientes, só atrai problemas. Existe uma armadilha perigosa no início: o medo de perder trabalho pelo preço. Mas aprenda rápido: o seu valor deve refletir seu esforço, sua bagagem, sua formação profissional, o investimento que você faz em si mesmo e as horas que você passa estudando antes de cada evento.
4. Os limites são o seu escudo. Dizer "não" é um ato de preservação. Impor limites protege não só a sua saúde e sanidade, mas a sua reputação. Aceitar tudo a qualquer custo é o caminho mais rápido para o burnout e para uma entrega abaixo da sua capacidade.
5. A parte humana é o maior desafio. Oradores difíceis, prazos irreais e a eterna luta para receber material de apoio antes do evento. Esses desafios nos deixam fortes e ensinam, na prática, que os limites mencionados no item anterior são inegociáveis.
6. A técnica é apenas o ponto de partida. No início, a gente se concentra desesperadamente na tradução exata das palavras. Com o tempo, você descobre que ser intérprete é, em grande parte, ser capaz de analisar o contexto, de administrar crises e tomar a melhor decisão em questão de segundos.
7. O estudo nunca termina. Você sabia que precisaria estudar para os eventos, mas não tinha dimensão da profundidade. Ser intérprete é ser um "eterno aprendiz de tudo".
1 week ago

A mudança na voz quando trocamos de idioma é um dos fenômenos mais fascinantes da linguística. Para quem trabalha com interpretação, é uma realidade diária. Não é impressão sua: o tom, o timbre e até a "personalidade" da voz parecem se deslocar conforme mudamos a chave do cérebro entre uma língua e outra.
Isso acontece por uma combinação de fatores físicos e psicológicos que vão muito além da tradução de palavras.
A anatomia da fonética
Cada língua ocupa um "lugar" diferente na boca. O português, por exemplo, é uma língua muito nasal e rica em vogais abertas. Já o inglês exige uma tensão diferente na língua e um fluxo de ar muito mais aspirado. Quando mudamos de idioma, alteramos a musculatura facial e a posição da laringe. É quase como trocar a embocadura de um instrumento musical: o instrumento é o mesmo, mas a caixa de ressonância muda, o que altera o timbre natural da voz.
A máscara da personalidade
Falar outra língua é, de certa forma, assumir outra identidade cultural. De forma inconsciente, mimetizamos os gestos e a postura dos falantes nativos daquele idioma. Se você associa o francês a algo mais suave e contido, sua voz refletirá essa postura. Se o inglês soa para você como algo mais direto e vibrante, seu corpo se projeta de outra forma.
Para o intérprete, entender essa mudança é fundamental. Na cabine, nós não apenas traduzimos o sentido; precisamos "emprestar" nossa voz ao orador para ser fiéis ao seu estilo. Saber que nossa voz muda ajuda a ter mais controle sobre essa ferramenta, garantindo que a entrega seja precisa nas palavras e natural na sonoridade.
2 weeks ago

A imagem do oceano tentando caber em um copo d’água não é apenas uma metáfora visual para quem está na cabine: é uma descrição física da densidade de informações.
É o desafio do "muito em pouco tempo", quando o discurso é carregado de dados técnicos, estatísticas, siglas e conceitos complexos, muitas vezes lidos em alta velocidade, quase sem tempo para respirar.
Para o intérprete, o desafio não é apenas traduzir palavras, mas processar essa carga enorme de informações em milissegundos. A alta densidade é uma das maiores causas de fadiga cognitiva na cabine. Por isso, a preparação técnica e o revezamento entre parceiros são fundamentais para manter a precisão do início ao fim do evento.
Existem oradores que não apenas falam rápido, mas que condensam em cada frase uma carga maciça de dados, siglas e referências ultraespecíficas. Nesses momentos, o cérebro do intérprete opera no limite máximo da capacidade de processamento. O grande desafio da densidade não necessariamente é a velocidade da fala, mas a escassez de contexto entre uma unidade de informação e outra. Quando o fluxo é ininterrupto e técnico demais, o esforço cognitivo sobe exponencialmente.
Para sobreviver a esse cenário, o intérprete profissional não pode depender da sorte. Ele precisa de três pilares invisíveis:
- estudo prévio exaustivo, que transforma o vocabulário técnico em algo familiar antes mesmo do evento começar;
- apoio do colega de cabine, que se torna o "segundo cérebro", um co-piloto essencial que anota números, siglas e termos em tempo real;
- e capacidade de síntese, que permite editar a forma sem sacrificar o conteúdo.
#DensidadeInformacional #InterpretaçãoDeConferências
2 weeks ago





Muitas vezes nos perguntam: "O que define um bom intérprete?". A resposta curta é fluência. A resposta real é perfil. A interpretação vai muito além do dicionário. Ela mora naquelas habilidades que a gente usa no dia a dia sem perceber.
Se você é a pessoa que:
prefere o dinamismo de um evento ao vivo à rotina de um escritório;
tem resistência para lidar com imprevistos técnicos e oradores desafiadores;
valoriza a ética e o sigilo profissional acima de tudo;
e, principalmente, entende que o estudo de uma língua nunca termina...
...então, a interpretação simultânea pode ser a sua escolha profissional.
Para os colegas veteranos: qual foi o sinal que fez vocês terem certeza de que a cabine era o lugar certo? Compartilhem nos comentários.
#APIC #Carreira #InterpretacaoDeConferencia
2 weeks ago

"Sorda" mergulha na rotina de uma mulher surda que enfrenta os desafios de uma gravidez e o medo de não conseguir se conectar com o filho em um mundo desenhado para ouvintes.
Para nós, intérpretes e linguistas, o filme é uma aula sobre a experiência sensorial. Ele utiliza o design de som de forma brilhante para nos colocar dentro da perspectiva da protagonista, evidenciando que a comunicação vai muito além do que é dito em voz alta. Segue sinopse:
“Em Surda, uma mulher com deficiência auditiva enfrenta os desafios da maternidade enquanto lida com os preconceitos e limitações de uma sociedade pouquíssimo inclusiva. No filme, Ángela (Miriam Garlo) está prestes a dar à luz à sua primogênita, Ona, e no meio de toda a felicidade e ansiedade que a maternidade carrega, ela ainda se preocupa com os desafios que enfrentará em decorrência de sua surdez. Ao lado de seu parceiro Héctor (Álvaro Cervantes), Ángela vai descobrindo como adaptar a comunicação e a educação da criança numa sociedade cheia de preconceitos e pouca inclusividade para pessoas com deficiência.”
Você utiliza o cinema como ferramenta de estudo para sua prática profissional? Compartilhe suas impressões com a gente. 👇
#APIC #Interpretacao #Acessibilidade #CulturaSurda
3 weeks ago

Não existe o "cheguei lá" quando falamos de idiomas. As línguas são organismos vivos: elas mudam, incorporam novos termos técnicos, gírias e nuances geopolíticas a cada segundo. Quem escolhe ser intérprete, escolhe ser um eterno estudante.
#Linguistica #AmorPelasLinguas #APIC #InterpretaçãoSimultânea
3 weeks ago








