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O que você, intérprete, acha chique na cabine? 🎧
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#APIC #InterpretaçãoDeConferências #Intérpretes
3 days ago

Se a experiência traz bagagem, o tempo no mercado traz mestria. É muito comum encontrarmos colegas em pleno exercício da profissão aos 70, 80 anos ou mais, atuando com a mesma acuidade, rapidez de raciocínio e elegância de sempre. Mas o que explica essa longevidade tão marcante na nossa categoria?
Será que a prática dos idiomas funciona como um "escudo" para o cérebro? A ciência diz que sim.
O cérebro bilíngue e a reserva cognitiva
Estudos da neurociência mostram que gerenciar dois ou mais idiomas exige um treino constante de funções executivas: atenção seletiva, inibição de distrações e alternância rápida de tarefas. Na interpretação simultânea, esse exercício é elevado à máxima potência, fortalecendo a chamada reserva cognitiva: a capacidade do cérebro de criar rotas alternativas e se manter plástico e saudável por mais tempo.
O estudo contínuo como hábito de vida
Intérpretes nunca param de estudar. A cada evento, mergulhamos em um universo novo: medicina, tecnologia, agronegócio, direito. Essa curiosidade intelectual compulsória e a aprendizagem permanente alimentam a neuroplasticidade, mantendo a mente ativa e afiada.
A interpretação de conferência nos prova diariamente que o cérebro não tem "data de validade" quando é constantemente desafiado. Enquanto houver paixão pela comunicação e rigor técnico, a cabine continuará sendo espaço de excelência em todas as idades.
Por isso, talvez a pergunta mais interessante não seja: “com que idade um intérprete deve parar?”
E sim: “por quanto tempo ele continua querendo aprender, se preparar e fazer um bom trabalho?”
Você conhece ou já dividiu a cabine com algum colega sênior que é uma verdadeira inspiração? Conte aqui nos comentários! 👇
Precisa de um intérprete de conferências? Consulte o diretório de profissionais da APIC: https://apic.org.br/pt/interpretes/
#APIC #InterpretaçãoDeConferência #ReservaCognitiva #NeurociênciaELinguagem
5 days ago






Garantir que a mensagem de um palestrante chegue com clareza a um público internacional é um trabalho em equipe e começa muito antes de a palestra ter início.
A interpretação simultânea envolve escuta ativa, análise de contexto e uma preparação técnica rigorosa sobre o tema apresentado. Quando o orador e a equipe de interpretação alinham suas dinâmicas, o resultado no auditório é uma comunicação fluida, sem ruídos e altamente impactante.
Arraste o carrossel para o lado e confira 12 boas práticas essenciais para orientar os palestrantes do seu evento e garantir a máxima qualidade na transmissão do conteúdo.
Salve este post para consultar sempre que for organizar um evento com tradução ou compartilhe com aquele palestrante que vai subir ao palco em breve!
#APIC #InterpretaçãoDeConferência #traduçãosimultânea
Fonte: Practical guide for speakers with simultaneous interpretation / www.esteve.org/
7 days ago

O etarismo, ou seja, a discriminação por idade, é um problema presente em diversas áreas, inclusive na profissão de intérprete de conferência. Embora a experiência e o conhecimento sejam elementos cruciais para um bom desempenho, profissionais mais experientes podem enfrentar desafios relacionados à idade:
- Assédio moral e psicológico: pessoas mais velhas podem ser alvo de piadas e comentários depreciativos. A idade pode até ser associada a questões de saúde, levando a uma percepção errônea de que profissionais mais velhos podem ter dificuldades para realizar tarefas que exigem alta concentração, como é o caso da interpretação.
- Estereótipos negativos: a crença de que pessoas mais velhas são menos produtivas, menos flexíveis, menos qualificadas para determinadas funções ou adaptáveis às novas tecnologias.
A sensação de não ser valorizado e de ser discriminado pela idade pode levar à desmotivação e à frustração, afetando o desempenho profissional.
Outros problemas provocados pelo etarismo incluem:
- Perda de talentos: ao discriminar pessoas mais velhas, as empresas deixam de contar com habilidades, experiência e conhecimento valiosos.
- Diminuição da diversidade: equipes mais homogêneas, com pouca diferença de idade, tendem a ser menos criativas e inovadoras.
A experiência, o conhecimento e as conexões que um intérprete mais maduro oferece são inestimáveis. A maturidade e a sabedoria adquiridas ao longo dos anos podem ser um diferencial na hora de lidar com situações complexas e desafiadoras.
O autoconhecimento e a responsabilidade são características que se desenvolvem com o tempo, essenciais para garantir um trabalho de qualidade.
Portanto, é importante valorizar a diversidade de perfis na profissão de intérprete de conferência e reconhecer que a idade não é um fator limitante. Cada profissional traz um conjunto único de habilidades e experiências que enriquecem o trabalho em equipe e contribuem para o sucesso do evento. Afinal, o que realmente importa é a competência e o comprometimento com o trabalho, independentemente da idade.
#DicasAPIC #InterpretaçãoDeConferência #Intérprete
1 week ago

O fortalecimento do mercado de tradução e interpretação no Brasil se constrói com união, troca de conhecimento e apoio mútuo entre as entidades do setor.
É por isso que a APIC tem o orgulho de apoiar como patrocinadora o Congresso SINTRA 2026, um dos encontros mais relevantes para tradutores e intérpretes de todo o país! 🌐
Serão dias intensos de aprendizado, debates sobre o futuro da profissão, inteligência artificial, novas práticas de mercado e muito networking entre colegas.
🗓️ Quando: 18 e 19 de setembro de 2026
📍 Onde: Formato presencial e com transmissão online
Inscrições e programação completa: acesse o site oficial do evento: https://sintra.org.br/congresso2026.php
#Sintra2026 #tradutor #Intérprete #APIC
2 weeks ago

Aquele momento clássico em que a adrenalina finalmente baixa, o fone de ouvido sai e a alma volta para o corpo! 🥂 Ouvir o famoso "vocês salvaram o nosso evento, parecia que estavam lendo a mente do palestrante" faz cada hora de estudo de glossários, cada café tomado em níveis industriais e cada quase infarto com as piadas sem tradução literal valerem a pena. É a nossa hora de dar aquele sorriso de Gatsby, brindar mentalmente com a dupla de cabine e fingir costume, porque no fundo a gente sabe que entregou pura magia em forma de comunicação!
#VidaDeIntérprete #InterpretaçãoDeConferência #BastidoresDaCabine
2 weeks ago

Quando pensamos na atuação de tradutores e intérpretes, muitas vezes nos lembramos dos grandes palcos de conferências. No entanto, a mediação linguística é, antes de tudo, uma ferramenta essencial para a garantia de direitos humanos fundamentais.
Uma matéria publicada pela Agência Brasil revelou a dura realidade enfrentada por pessoas surdas ao buscarem atendimento médico no país: a falta de acessibilidade comunicacional nos hospitais e postos de saúde. Diariamente, milhares de pacientes enfrentam barreiras que vão além do desconforto, colocando em risco a própria integridade física — desde a incompreensão de diagnósticos e relatórios de sintomas até o uso inadequado de prescrições médicas.
Quando uma pessoa é privada de se expressar em sua própria língua ou de compreender o que acontece com seu corpo, ela deixa de ser sujeito de direitos para se tornar refém da situação. Essa vulnerabilidade se agrava ainda mais na saúde mental, onde a falta de sigilo ou o despreparo de quem tenta intermediar a conversa podem inviabilizar o tratamento de quadros delicados, como a depressão e o isolamento.
Para que a acessibilidade seja efetiva, soluções paliativas baseadas apenas em tecnologia remota não bastam. É urgente avançar em medidas estruturais: desde a formação humana e robusta em Libras para profissionais de saúde até a contratação presencial de intérpretes qualificados nos hospitais e a disponibilização de conteúdos do SUS em linguagem acessível.
Você sabia? A presença de profissionais de tradução e interpretação de Libras em órgãos públicos e serviços de saúde já é respaldada por legislação, mas a aplicação prática ainda exige grandes avanços. Garantir que uma pessoa possa se comunicar em sua língua materna dentro de um consultório não é um favor ou uma concessão; é um dever ético, legal e humanitário.
#Libras #ComunidadeSurda
3 weeks ago

Cobrir a Assembleia Geral da ONU (#UNGA) é uma das experiências mais intensas para um intérprete de conferência. Com a bagagem de seis anos traduzindo o evento na TV, a nossa associada Denise Bobadilha reuniu observações fascinantes sobre os bastidores dessa cobertura. Confira:
Todo mundo assiste ao discurso do Brasil (que abre a Reunião Geral todos os anos por tradição) e o dos EUA, que é o segundo por ser anfitrião da sede da ONU. Mas, nos demais, a plenária fica quase vazia, não por má vontade, mas porque a UNGA é feita de dezenas de outras reuniões com diplomatas e chefes de Estado.
O sistema da ONU transmite todos os discursos nos seis idiomas oficiais da organização (inglês, russo, francês, espanhol, mandarim e árabe) tanto no sistema interno, com receptores, como no site oficial.
A interpretação oficial é feita pelos intérpretes da ONU ou por intérpretes dos chefes de Estado (Lula, por exemplo, trabalha com o intérprete Sérgio Teixeira desde os anos 80).
Alguns chefes de Estado preferem discursar em inglês, caso de Volodymyr Zelenskyi (Ucrânia) e Benjamin Netanyahu (Israel), entre muitos outros. Mas, muitas vezes, sotaque e falta de fluência para dar cadência ao discurso tornam-no confuso. Minha opinião: melhor contar com o intérprete, como Lula e Milei fazem.
Como intérprete, eu fico abismada com o talento dos colegas na ONU que ouço no conforto do meu fone. Passam segurança, discurso bem construído, soluções idiomáticas. Percebo também que, em 90% das vezes, eles têm acesso ao discurso anteriormente e assim conseguem preparar uma interpretação impecável. Não é o nosso caso aqui, ou daqueles que traduzem para a imprensa em todo mundo, que têm de se virar ao vivo e sem ler antes (ossos do ofício e normal).
Às vezes ouço coisas que só a audição muito apurada do intérprete consegue perceber: um mexer na cadeira, um papel sendo movido, um gole de água, uma pausa quando o intérprete percebe que avançou num texto lido além do que estava sendo dito (com Irã, isso aconteceu muito) ou até um discreto suspiro pelo cansaço do esforço cognitivo extremo.
Valeu @denisebob por compartilhar sua expe
3 weeks ago

Quem vê um intérprete trabalhando com fluidez na cabine dificilmente imagina a verdadeira "tempestade neuroquímica" que acontece por trás dos fones de ouvido.
Neurocientistas da Universidade de Genebra, na Suíça, colocaram 50 participantes multilíngues em um aparelho de Ressonância Magnética Funcional e pediram que realizassem três tarefas: ouvir uma frase, repetir uma frase e fazer a interpretação simultânea de uma frase. Os resultados foram surpreendentes. Durante a interpretação, o núcleo caudado, estrutura cerebral profunda responsável pela tomada de decisões e pela coordenação de tarefas complexas, apresentava uma atividade muito mais intensa do que durante a escuta ou a repetição. O núcleo caudado não traduz palavras. Ele atua como um maestro de orquestra, coordenando múltiplas regiões cerebrais em tempo real: ouvir, compreender, reformular, falar e monitorar, tudo simultaneamente. Intérpretes não utilizam apenas mais capacidade cerebral; eles utilizam o cérebro de maneira diferente.
Essa ginástica mental contínua altera a densidade da massa cinzenta em regiões responsáveis pelo controle executivo, pela memória de curto prazo e pelo processamento auditivo. É a prova científica de que a precisão na cabine não nasce do acaso, mas de uma incrível plasticidade cerebral alimentada por anos de estudo, treino e prática profissional. Um estudo separado, realizado com EEG e publicado na revista *PLOS One*, revelou que os cérebros de intérpretes apresentam padrões de conectividade únicos, mesmo em repouso — uma hiperconectividade no lobo frontal que pessoas que não são intérpretes simplesmente não possuem. O cérebro do intérprete não é ativado apenas durante o trabalho; ele é permanentemente reconfigurado pela profissão.
O resultado? Uma mente treinada para filtrar ruídos, gerenciar o estresse e entregar conexões humanas perfeitas onde antes havia barreiras linguísticas.
fonte: https://speakrllc.com/
3 weeks ago








